Paraíba
Denúncias de extorsão e cobrança de até R$ 100 para estacionar em pontos turísticos da Grande João Pessoa
Publicado em 05/01/2026 às 13:27 Por Redação
As denúncias envolvem principalmente trechos da orla do Cabo Branco, onde a alta demanda por vagas durante o verão favorece a atuação irregular desses indivíduos. Motoristas relatam que, além das cobranças indevidas, há casos de ameaças e intimidações, como o risco de danos aos veículos caso o pagamento não seja feito.
“Se a gente não pagar, fica com medo de voltar e encontrar o carro riscado ou quebrado”, relatou uma frequentadora da praia. Outra motorista afirmou ter sido abordada de forma agressiva: “Disseram que, se eu não pagasse antes, meu carro poderia aparecer arranhado”.
Apesar de algumas pessoas encararem a contribuição como opcional, muitas afirmam se sentir coagidas. A legislação é clara: as vagas nas vias públicas são gratuitas, e não é permitido cobrar pelo uso, reservar espaços com cones ou impedir o estacionamento de veículos.
De acordo com a Guarda Municipal, as ações foram intensificadas após o aumento das denúncias. Inicialmente, o foco tem sido a orientação, mas a fiscalização seguirá de forma permanente.
“Recebemos diversas denúncias de práticas abusivas e extorsão. As ações vão continuar diariamente. Caso seja constatado flagrante, os envolvidos serão encaminhados à Delegacia da Polícia Civil e apresentados à Justiça”, afirmou um representante da Guarda Civil Metropolitana.
O problema não se restringe apenas à orla da capital. Nas redes sociais, também há relatos de aumento repentino de cobranças em estacionamentos próximos a praias do Litoral Sul da Paraíba, como Tambaba e Coqueirinho, onde valores teriam dobrado de uma semana para outra, mesmo em áreas públicas.
Para muitos motoristas, a questão não é apenas pagar, mas a falta de organização e legalidade. “A praia é pública. Se existisse uma administração legal, identificada, com regras claras, tudo seria diferente”, comentou um frequentador da orla.
A Guarda Municipal reforça que flanelinha não é profissão regulamentada e que a população deve denunciar qualquer prática abusiva. A fiscalização seguirá sendo ampliada não só em João Pessoa, mas também em áreas turísticas do litoral paraibano.
Denúncias podem ser feitas pelos canais oficiais da Prefeitura e da Guarda Civil Metropolitana.
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